Gizmodo Brasil: Google Play Games vaza e promete integrar jogos com rankings, conquistas e salvamento na nuvem


Posted: 13 May 2013 05:02 AM PDT
Há muita coisa a ser revelada no evento Google I/O que acontece nesta quarta-feira (15). Uma das novidades que esperamos é uma central de jogos para Android, e parece que o Android Police teve acesso antecipado a ela.
Chamado Google Play Games, o app coloca um ícone de joystick verde no seu launcher e promete oferecer partidas multiplayer, leaderboards, conquistas – além de guardar na nuvem o seu avanço em cada jogo.
O Android Police diz que, por enquanto, só é possível acessar as opções do Play Games, que incluem ativar notificações de jogos e de jogadores. E claro, o perfil de cada jogador será um perfil do Google+. Aparentemente, será possível bater papo enquanto você joga.
Também há pistas para “saves” de jogos a serem armazenados na nuvem; jogos multiplayer onde o Play Games escolhe automaticamente um oponente para você; conquistas/achievements; além de uma lista com as melhores pontuações em cada jogo.
Tudo isso lembra o que é feito pelo Game Center no iOS e Games Hub no Windows Phone, mas enfim parece que o Android ganhará um equivalente embutido no sistema – há alternativas como o OpenFeint, mas nada supera uma função nativa que não requer cadastro adicional. O Play Games deve ser lançado no Google I/O ainda esta semana. [Android Police via Engadget via The Verge]
Posted: 13 May 2013 04:23 AM PDT
Segundo a agência coreana de notícias Yonhap, a Samsung está ocupada testando o futuro da internet móvel – e ela promete ser muito rápida.
A Samsung testou recentemente uma plataforma 5G que ela planeja disponibilizar para consumidores em 2020. Os protótipos de dispositivos 5G usam rádios com 64 elementos de antena, e até agora conseguiram fornecer downloads de 1Gbps.
É normal ver que, enquanto o 4G é implementado pelo mundo, as empresas já preparam a geração seguinte. E o 5G não deve se limitar a 1Gbps: a Samsung diz que a nova plataforma permite velocidades de “até dezenas de gigabits por segundo”, contra o máximo teórico de 75 Mbps das redes LTE.
Por mais que esta tecnologia ainda demore um pouco para se tornar realidade, é ótimo saber que a internet só tende a ficar ainda mais rápida. As velocidades enormes só serão um problema se as operadoras mantiverem as franquias – espero que, até 2020, isso já não seja mais um empecilho. [Yonhap News via @EvLeaks via Engadget]
Posted: 12 May 2013 02:43 PM PDT
Há alguns dias, astronautas na Estação Espacial Internacional viram pequenos flocos brancos estranhamente saindo da estação. Era amônia líquida vazando da ISS; então eles saíram da estação e foram resolver o problema em gravidade zero.
Os astronautas Chris Cassidy e Tom Marshburn fizeram uma caminhada no espaço, enquanto o comandante Chris Hadfield – que adora tirar fotos e postar vídeos no YouTube – ficou dentro da ISS para monitorar tudo. E, é claro, ele tirou algumas fotos muito impressionantes dos astronautas trabalhando lá fora.
Acima está a foto da dupla saindo da câmara de vácuo para embarcar em sua curta viagem de cinco horas na escuridão do espaço.
Hadfield também tuitou uma foto da dupla entre todos os tubos, cabos e outros itens que cobrem a lateral da ISS, ilustrando exatamente como a estrutura da estação é complicada.
spacewalk 2
O objetivo da caminhada no espaço era consertar o sistema de refrigeração de amônia líquida, necessária para manter funcionando um dos painéis solares da estação. Não era uma situação de vida ou morte, felizmente, mas foi algo grande o suficiente para precisar logo de reparos. Em 2h30min, o vazamento foi interrompido.
É incrível que exista uma estrutura capaz de sustentar vida lá em cima, assim como ter astronautas que podem sair e consertar sua fortaleza espacial após alguns dias de aviso e planejamento. Ainda bem que eles têm um documentarista incrível a bordo para capturar essas lembranças.

Posted: 12 May 2013 08:17 AM PDT
Para você, lidar com e-mails é um tédio ou até um desespero? Talvez você não esteja aplicando seus poderes de geek nesse ponto específico da sua vida. Afinal, como um bom geek, você sabe pelo menos 4 coisas:
  • Identificar rapidamente para que serve uma determinada ferramenta — o CD player não é "apoio de caneca de café".
  • Aprender padrões — sabe que não precisa clicar duas vezes para abrir um link.
  • Automatizar ou simplificar tarefas — em vez de passar o mouse lentamente por toda a tela e clicar num botão para atualizar uma página na web, usa apenas a tecla F5.
  • Tecnologia pode ser algo divertido e não um obstáculo.
Então por que você continua checando e-mails como sua avó o faria?

E-mail não é banco de dados

Outlook não é Excel. Nem banco de dados. Óbvio? Nem tanto. Um dos motivos pelos quais temos tantos problemas em lidar com excesso de e-mails não respondidos, é que confundimos caixa postal com banco de dados.
Programas de e-mail servem para gerenciar comunicação. E não tarefas ou arquivos. É claro que e-mails trazem informações que influenciam tarefas. É claro que podem guardar dados. Mas, primordialmente, e-mails são instrumentos de feedback. Ou seja: é pressuposto que você os responda.
Assim, só há 3 coisas que se pode fazer ao receber uma mensagem: 1) responder, 2) deletar, 3) processar (organizar). Tarefas vão para o gerenciador de tarefas. Contatos, para o programa de contatos. E por aí vai. Inbox não é depósito. Entrou, saiu. Se algo ficar ali parado por muito tempo, vira epidemia, dengue digital.

Aprender padrões

A coisa mais importante que você pode fazer ao abrir um e-mail é aprender a captar padrões de comportamento. Por exemplo: aquela mensagem costuma se repetir? Você sempre a responde mais ou menos do mesmo jeito? Então ela tem um padrão. E, portanto, pode ser automatizada.
Não torça o nariz. Até o Gmail sabe que "enlarge your penis" geralmente significa spam. Assim, considere analisar padrões como sua prioridade. Depois, essa atividade vira hábito e diversão. Logo você vai agir como Sherlock Holmes, Dr. House ou o sujeito do Mentalist: eles conhecem tantos padrões que parecem ser gênios da dedução.
Assim que for um ninja dos padrões, você conseguirá aplicar processos de automação: regras, labels, criar documentos de texto para responder a questões repetitivas etc. E ainda pode usar aplicativos de expansão de texto como o TextExpander (Mac), Texter (Windows), serviços como IFTTTYahoo Pipes e programas como o Hazel (Mac).

Evite esticar a conversa

Já que você está se viciando em detectar padrões, descubra quais tipos de e-mail geram conversa desnecessária.
Por exemplo: imagine que você esteja tentando agendar uma reunião. Você sugere vagamente "segunda-feira" e envia a mensagem. O interlocutor, então, terá que escrever e perguntar: "a que horas?" Mais um e-mail. Crash. Fail. Tiger uppercut.
Claro, o mais simples seria não usar e-mails para esse tipo de tarefa, e sim calendários. Mas, se for a única opção disponível, pelo menos envie 3 sugestões de datas completas, com local, hora e até as justificativas necessárias.
A seguir, por meio de regras e processos de automação, você pode fazer com que o agendamento caia no calendário, crie notificações, peça uma pizza etc. A maior parte dos clientes de e-mail já possui esse tipo de funcionalidade, escondidas no meio de inúmeros menus.
Eu sei que você sabe de tudo disso. Mas há grandes chances de que a preguiça chegue antes e que você cheque e-mails sem pensar no que está fazendo. E aí o trabalho é dobrado.

Gamefique sua Inbox

Geeks adoram criar logs, medir desempenho. Não é por outro motivo que tanta gente usa aplicativos como FitBit para quantificar seus passos. É uma espécie de diversão.
Assim, também é possível gamificar a tarefa de responder e-mails. E isso vai depender da sua criatividade.
Você pode começar a medir quantos e-mails responde por dia, em quanto tempo, quantas tarefas repetitivas conseguiu eliminar por semana e até criar critérios de "níveis de satisfação" do interlocutor.
Enfim. Você é do tipo que termina um game e quer voltar a jogar para atingir 100% de proficiência? Então gamificar sua caixa postal vai ser mole.
Mas seja lá o que você fizer, não se esqueça: orgulho geek, irmão. Faça o que você já sabe fazer. Não separe a caixa postal do resto da sua vida.
Posted: 12 May 2013 06:18 AM PDT
Já reparou que, embora você tenha 100, 500, mais de mil amigos no Facebook, o Feed de Notícias exibe atualizações de poucas pessoas? Não, a sua conta não está quebrada. Esse comportamento é padrão, baseia-se no que o Facebook chama de EdgeRank, e existe para aumentar o seu engajamento — é mais fácil você interagir com gente/conteúdo que lhe agrada do que o contrário, não?
Recentemente rolou na Inglaterra mais uma edição do news:rewired, uma série de palestras sobre jornalismo digital organizada pelo Journalism.co.uk. Uma das palestras foi dada por Vadim Lavrusik, gerente do programa de jornalismo do Facebook. A sua fala foi sobre como jornalistas podem extrair mais do Facebook, mas o trecho introdutório, onde ele aborda o Feed de Notícias, é válido para qualquer um interessado na criação e manutenção do Feed de Notícias.
A palestra está disponível, na íntegra, no YouTube:

Como o Feed de Notícias é criado?

Martin Belan, que descobri por acaso recentemente, transcreveu/explicou este trecho da palestra de Vadim:
“(…) Ele começou falando sobre o recebimento de conteúdo no Feed de Notícias e explicou o que as pessoas fora do Facebook chamam de algoritmo ‘EdgeRank’. Em média, um usuário é ‘elegível’, disse Vadim, a ver dois mil itens de conteúdo por dia. O Feed de Notícias classifica os tipos de coisas com as quais você mais provavelmente interagirá, das pessoas com quem você mais interage, nos formatos que costumam gerar mais ações, que têm um histórico de receberem algum tipo de atenção.
Vadim explicou um ponto, talvez não muito bem compreendido, que ações negativas, como marcar posts como spam ou ser ‘descurtido’ diretamente de um post, têm um peso enorme e pode enterrar itens de conteúdo muito rapidamente. Ninguém tem o mesmo feed que outra pessoa, ele explicou, e para cada usuário ele é personalizado de acordo com o seu comportamento. ‘Isso leva os editores de mídias sociais à loucura, porque é difícil otimizar [para isso]‘, ele disse, ‘mas tudo se baseia na tentativa de direcionar conteúdo de qualidade’.”
O EdgeRank atua de forma parecida com o PageRank, do Google. Em termos (ainda) mais simples, o Facebook assimila e processa um monte de sinais, dados pelo próprio usuário, e devolve esse conhecimento moldando o Feed de Notícias de modo que o usuário goste mais das coisas que aparecem ali.
No Google, os sinais ajudam a classificar quais sites devem ser apresentados na primeira página de resultados. Sua aplicação é mais genérica/abrangente que a do Facebook, embora seus resultados ainda assim sejam personalizados (faça uma busca por um termo qualquer logado em sua Conta Google e, depois, a mesma busca deslogado). E é por isso, também, que o Google+ existe: o Google quer ter as informações nossas que o Facebook já detém — e usa muito bem; vide a nova e sensacional Busca Social.

Então é isso, não posso fazer nada para mudar?

Você pode dar sinais expressos para ajudar o Facebook a moldar melhor o seu Feed de Notícias. Além das ações negativas (“descurtir”, marcar como spam), páginas, grupos e perfis possuem controles de assiduidade e tipos de conteúdo que serão exibidos, além do super útil cancelamento de assinatura, que desabilita o conteúdo que aquele usuário gera do seu Feed de Notícias mas mantém o contato. Mais ou menos o equivalente digital a uma amizade de aparências.
Amigos no Facebook.
Ao pousar o cursor do mouse sobre o botão “Amigos”, na Linha do Tempo de algum contato, um menu aparece. De cara, há a opção de cancelamento: basta desmarcar a opção “Exibir no Feed de Notícias”, e ele sumirá por completo do seu dia a dia no Facebook. Imediatamente abaixo dessa opção existe outra chamada “Configurações…”, que leva a um segundo menu, esse mostrado acima.
Gosto de mexer mais neste segundo menu porque ele permite configurações granulares. Se tenho algum amigo querido que sempre publica coisas legais, mas com o péssimo hábito de povoar o Feed de Notícias com notificações de jogos, posso dizer ao Facebook para mantê-lo por perto, mas não mostrar “Jogos” que ele curte/compartilha/espalha para mim.
Outra opção legal, e que prefiro usar no lugar do cancelamento de assinaturas, é o “Ver quais atualizações?” Ela te dá três níveis de assiduidade no seu Feed de Notícias:
  • Todas as atualizações: auto-explicativo, passa a exibir tudo o que o contato faz, inclusive páginas que ele curte e novas amizades.
  • A maioria das atualizações: é o padrão.
  • Apenas importantes: o meu substituto para o cancelamento. Nessa opção, o Facebook deixa de mostrar atualizações cotidianas, mas traz o contato à tona quando algo grande acontece — mudança de status de relacionamento, atualizações com “parabéns”, mudança de emprego etc.
Tudo isso também vale para páginas e grupos. Existem diferenças sutis nas terminologias, mas apesar de rótulos diferentes, no fim elas funcionam quase que da mesma forma.

Pare de encher, Facebook. Quero ver tudo, TUDO!

Essa curadoria automática que o Facebook faz tem lá suas vantagens — não o afoga com atualizações e, de quebra, entrega o que (acha que) lhe interessa. Mas e se eu quiser ver, assim… tudo? Tem como?
Meu Feed de Notícias ainda não mudou, mas suspeito que no novo layout a opção “Todos os amigos” faça exatamente isso. Outra saída, mais complicada, é usar clientes de terceiros do Facebook que furam esse sistema e entregam o Feed de Notícias intocável. Os clientes nativos da Nokia para Symbian/MeeGo e o app Pessoas do Windows 8 fazem isso. Chega a ser engraçado abrir o Facebook por esses locais e se deparar com atualizações de gente que você nem se lembrava ser amigo no site.

Filter bubble

Entraríamos em uma discussão bem grande se fossemos pesar o quão benéfico (ou não) é essa curadoria. Ela se encaixa perfeitamente no conceito de filter bubble de Eli Pariser. É bem capaz que você já tenha assistido à palestra dele no TED, e o cara também publicou um livro homônimo que ganhou o título “O Filtro Invisível” por aqui. O grande mal do tal filtro invisível é que como esses sistemas passam a entregar apenas informações com as quais você concorda, isso tende a privá-lo de vozes dissonantes, a envolvê-lo em uma bolha onde tudo agrada, tudo faz sentido, tudo está de acordo com a sua realidade. É a fórmula perfeita para segurar as pessoas por mais tempo em sites, mas que também se aplica na formação de gente ignorante (em todos os sentidos) e destruir a empatia, a capacidade de se colocar na pele do outro.
O Facebook não deve ser parâmetro para a nossa visão de mundo, mas como cada vez mais passamos mais tempo ali (e passaremos em uma eventual rede social que venha a substitui-lo), é um assunto a se pensar.

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