Gizmodo Brasil - Eis alguns teardowns requintados de algumas máquinas do cotidiano


Posted: 02 May 2013 02:42 PM PDT
Há uma arte por trás de um bom teardown. Todd McLellan, um fotógrafo de Toronto que desmonta tudo de pianos a iPads, encontrou a perfeição.
McLellan é filho de um carpinteiro e um técnico em eletricidade, então ele foi criado em um mundo de desenhos de montagens e diagramas de especificações. Na sua carreira de fotógrafo comercial, ele trabalha em campanhas para novos carros e gadgets. Mas, como artista, ele desmonta tudo. Ele trabalha sem manual de usuário, e frequentemente sem ferramentas especiais, descobrindo como as coisas são montadas durante o processo. No fim, ele organiza as entranhas em uma tela em branco para documentar, como um naturalista arquiva um exemplar interessante.
Isso é na verdade uma metáfora, já que McLellan gosta de tecnologias antigas – como máquinas de escrever e cortadores de grama – e ele acha elas mais interessantes do que os gadgets que usamos atualmente. “Tenho bastante interesse em descobrir como as coisas funcionam”, ele disse há alguns anos. “Eu posso imaginar as mãos que juntaram todas essas peças com tanta precisão. Nós não temos a mesma coisa com as tecnologias atuais e os produtos não duram mais tanto tempo.” Lentamente, ele começa a trabalhar com objetos maiores. Seu sonho? Desmontar um carro de passeio.

Um livro com as fotografias de McLellan, chamado Things Come Apart: A Teardown Manual for Modern Living (algo como Coisas Se Separam: Um Manual de Teardown para a Vida Moderna), que será lançado no fim do mês. Enquanto isso, uma exibição com o mesmo nome ocorrerá em Chicago, nos Estados Unidos até o dia 19 de maio. Não poderá comparecer? Eis algumas das nossas imagens preferidas: [Things Come Apart via NPR and the Museum of Science and Industry]
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Posted: 02 May 2013 01:49 PM PDT
O gerente de produtos da Adobe Lightroom, Tom Hogarty, mostrou uma prévia de como a ferramenta mais poderosa de edição de imagens da empresa pode um dia aparecer em tablets. Por favor, façam isso acontecer.
A edição móvel de fotos mudou bastante recentemente, principalmente com o lançamento do Adobe Photoshop Touch para Android e iOS. O app expande o que é possível em um dispositivo móvel, mas também não é nada comparado ao que é possível fazer no Adobe Lightroom.
Começando na marca dos 18 minutos do vídeo abaixo, Hogarty demonstra brevemente um app em estágio de pesquisa para iPad editando um arquivo de imagem RAW de cerca de 32MB de uma Canon 5D Mark III. A princípio não parece grande coisa, mas na verdade é uma coisa bem ambiciosa.

A edição de fotos RAW no iPad deveria ser equivalente a dor. O tablet não aguenta o tranco. Lembre-se, quando você use o poderoso Develop Module do Adobe Lightroom você está processando dados descompactados, que seu sistema renderiza como previews Jpeg na sua tela em tempo real. É o suficiente para fazer seu computador ficar lento.
Então como você não consegue processar RAW localmente em um tablet, a solução da Adobe é deixar a parte pesada em servidores na nuvem. Esperto! Mas infelizmente a tecnologia está em estágio experimental, então a Adobe nem especula sobre a possibilidade de lançamento. Mas sonhar é bom.  [The Grid via Engadget]
Posted: 02 May 2013 01:05 PM PDT
Hoje em dia esperamos que as coisas que compramos pela internet cheguem em um ou dois dias. Afinal, qual é a utilidade do comércio eletrônico senão entregar uma máscara de cabeça de cavalo na minha casa em 24 horas?
Para atingir as suas expectativas, empresas estão desenvolvendo soluções não-convencionais para funcionarem de maneira mais eficiente, como a Amazon que comprou a empresa de robótica Kiva. Mas uma das mudanças mais importantes pode ser repensar completamente as fábricas da forma como conhecemos.
Na semana passada a Vitra, uma empresa alemã de móveis, mostrou seu novo centro de montagem e distribuição. E ele certamente é bem diferente do que estamos acostumados. A fábrica de mais de 5.500 metros quadrados, projetada pela japonesa SANAA, é circular. Na verdade, não é exatamente circular, e está de acordo com o princípio japonês de wabi sabi, que procura a beleza na imperfeição.
A fábrica circular de 140 metros de largura em um primeiro momento parece um pesadelo de logística (ou uma piada). Construções industriais são retangulares por um motivo: é um uso mais eficiente de espaço, e caixas ortogonais são mais baratas e rápidas de se montar do que curvas. Mas de acordo com os arquitetos, existe um ótimo motivo para a Vitra ser feita em círculos:
Esta proposta, que em um primeiro momento parece diferente, foi baseada na percepção de que métodos de logística e produção não são mais guiados por princípios hierárquicos, mas exigem flexibilidade… Por mais que a Vitrashop use componentes padrões nos interiores criados para seus consumidores de varejo e comerciais, os elementos são customizados para atingir as especificações e desejos de clientes individuais. Isso contradiz o fluxo linear de bens e métodos de fabricação.
Na fábrica da Vitra, materiais são entregues em uma série de docas no extremo norte, onde são classificados e arquivados em sua primeira área de teste. Então, operários selecionam os componentes e transportam para a área de montagem central. Depois, os produtos finalizados são organizados em uma zona abaixo do piso de montagem. Finalmente, pedidos finalizados são enviados para uma área idêntica na parte sul. O caminho circular conecta todas as áreas da construção, o que é o ideal já que cada pedido exige objetos de todas as áreas do prédio. Representantes da Vitra explicam:
A construção circular do prédio permite que a entrega e carregamento dos bens sejam feitos em áreas completamente diferentes, então o fluxo de tráfego dentro do hall é reduzido, otimizado e simplificado. A área de montagem no meio da construção pode também ser configurada de outras formas para atingir novas exigências baseadas nos pedidos atuais.
Em linguagem de logística, isso é chamado macrofluxo, ou o fluxo de materiais quando entram, são processados e deixam uma construção em particular. “Indústrias já tentaram criar layouts eficientes para fábricas desde o surgimento da industrialização”, escreveram os autores de um estudo sobre design de centros de distribuição. “Mas não há uma metodologia que pode ser repetidamente aplicada para todas as fábricas para elas se tornarem as mais eficientes. Neste sentido, criar uma fábrica é mais uma arte do que uma ciência.”
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A fábrica da Vitra é uma arte, mas também faz muito sentido para uma empresa que recebe grandes pedidos de produtos pré-fabricados. É improvável que vejamos muitos centros de montagem circulares, mas vale notar que a área de pesquisa e desenvolvimento de muitas empresas estão pensando em montagem e distribuição. Faz muito tempo que repensamos como as fábricas devem ser – o foco foi nos sistemas internos. Mas quando segundos fazem diferença, todo o aspecto do processo de distribuição pode se tornar uma ferramenta para eficiência. [Vitra]
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Posted: 02 May 2013 12:12 PM PDT
A Facebookização do Instagram continua e hoje o serviço de compartilhamento de fotos adicionou um recurso oficial para marcar as fotos das pessoas. E é claro que essas fotos podem ser agrupadas no seu perfil em uma divisão “Suas fotos”.
Até agora, marcar pessoas no Instagram funcionava no estilo @menção do Twitter. Você poderia mencionar as pessoas, mas não saberia necessariamente se elas estavam na foto ou se você só queria chamar a atenção delas. Agora funciona do mesmo jeito que no Facebook. E como no Facebook, você poderá monitorar rigorosamente quais fotos você é marcado, assim como configurações de compartilhamento da sua área de fotos.
A atualização chega com o Instagram 3.5, que está lentamente sendo disponibilizado na App Store e Google Play.
Nós atualizamos o app em um iPhone. Uma coisa bem decepcionante, no entanto, é que a nova seção de fotos está vazia quando você abre, o que significa que as antigas @menções não foram integradas de maneira óbvia no novo sistema. Isso até faz sentido, já que a ferramenta é mais para conversas do que tags.
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Tirando isso, o recurso funciona mais ou menos como você deve esperar. Você tira uma foto, adiciona seu filtro preferido, e então na parte de compartilhamento encontrará uma opção para adicionar pessoas às fotos. E se você esquecer alguém, poderá fazer mesmo depois da foto ser publicada. [Instagram]
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Posted: 02 May 2013 11:22 AM PDT
Um bom equipamento para minerar Bitcoin é difícil de encontrar. Eles são caros, ocupam muito espaço e gastam muita energia. Nem um pouco prático para um empregado médio da rede de jogos ESEA. Um código nefasto que transforma 14.000 dos seus usuários em botnets pessoais de bitcoin involuntários? Totalmente factível.
Como muitos grandes golpes, ele devia parecer perfeito no começo, como os meio centavos que Richard Pryor desviou em Superman III. A ESEA é uma das maiores ligas competitivas de jogos na América do Norte, talvez até do mundo, com prêmios em dinheiro próximos a US$ 100.000. Seus usuários são uma raça de elite, com placas gráficas de elite – o tipo que pode conseguir Bitcoins de forma lenta e confiável se empurrados na direção certa. Neste caso, estava mais para uma arma apontada para o rosto.
A melhor/pior parte? O empregado não precisou criar nenhum código espero: a própria ESEA fez isso para ele.

O Trojan

Recentemente, a ESEA decidiu fazer experimentos com mineração de Bitcoin. Especificamente, desenvolvendo um recurso para seus produtos que os usuários poderiam usar, se quisessem, as suas GPUs poderosas para dinheiro virtual em vez de assassinatos digitais. A empresa avançou bastante em fases de testes que, segundo um comunicado da ESEA, ela tinha instalado e rodava em equipamentos de dois de seus funcionários. E, no dia 13 de abril, desligou o recurso.
Ou, pelo menos, é isso o que eles pensavam.
Como o comunicado descreve, um dos empregados envolvidos nos testes decidiu que o código era bom demais para ser abandonado. Na verdade, ele poderia ser incrivelmente útil se você fosse empreendedor o suficiente – e imoral o suficiente – para descobrir como colocá-lo em 14.000 dos usuários da sua rede. Esconda-o em alguma coisa que eles precisem mas nunca questionariam. Algo como, vamos dizer, o cliente anti-cheat da ESEA, um dos orgulhos da empresa.

E era aí que o código estava escondido até um usuário – não a ESEA – descobrir o que estava acontecendo.

Hora de parar

Durante a noite de ontem, o usuário unisolsz, da ESEA, descobriu que a sua GPU estava sendo usada para outra coisa além do que ele queria. Especificamente, que estava minerando Bitcoins. Ele enviou um aviso no fórum da ESEA, e então a empresa desativou o código.
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Mas apenas nessas duas semanas um grande estrago foi feito. O funcionário conseguiu algo próximo a BTC30, o que significa US$ 3.713,55 em dólares hoje (e pode ser o dobro ou a metade amanhã, considerando a variabilidade do Bitcoin).
Para ajudar a corrigir as coisas, a ESEA vai doar o dobro da quantia para a American Cancer Society, e – já que não tem certeza de quais usuários foram afetados, e nem quantos foram, e em qual grau – vai aumentar os prêmios nesta quantia, também. E vai oferecer assinaturas gratuitas para pessoas que dizem que sua placa de vídeo foi prejudicada em se tornar furadeiras digitais.
No fim, é um crime sem vítimas e incalculável; não que as pessoas afetadas tenham perdido dinheiro, ou que iam começar a minerar Bitcoins por conta própria em pouco tempo. Mas ter a sua GPU sendo usada remotamente, e servir como botnet, essas são coisas erradas e sem preço. Isso além da preocupação de saber que poderia ser facilmente comprometido. [ESEA,KotakuWired]
Posted: 02 May 2013 10:29 AM PDT
Os famosos já sabem que, se tirarem fotos indecentes ou reveladoras, elas irão parar na internet de um jeito ou de outro. O mesmo também vale para nós, meros mortais – e pode até virar caso na Justiça.
A universitária Caroline A.S.E. venceu processo contra dois colegas da faculdade, Elisangela A.F.S. e Marcelo M.C., que perderam um pendrive com fotos íntimas dela. As fotos, é claro, foram parar na internet. A indenização é de R$10.000.
E por que eles estavam com um pendrive cheio de fotos reveladoras de Caroline? Segundo o Consultor Jurídico, ela foi convidada pelos dois a posar com roupas íntimas, expondo o corpo da cintura para cima, para um trabalho da faculdade. Ficou combinado que as fotos – guardadas em pendrive – seriam editadas para não revelarem nada demais.
No entanto, algumas semanas depois, a universitária viu que suas fotos estavam circulando por e-mail, sem edições e expondo o corpo inteiro. Dizendo que o ocorrido abalou sua imagem na faculdade e na cidade de São Carlos, Caroline resolveu processar os dois colegas.
No tribunal, o advogado deles argumentou que o pendrive foi perdido, então não havia como responsabilizar os dois colegas – afinal, segundo ele, não houve intenção de prejudicar.
O juiz responsável pelo caso, no entanto, considerou que eles não poderiam expor a imagem alheia – com nudez ou não – sem a universitária permitir. Ele diz:
… o direito à imagem é absoluto, o que equivale a afirmar que, salvo razões de interesse público ou para a correta aplicação da justiça, não se admite que se publique, sem consentimento, retrato que reproduza a aparência física do sujeito retratado, sob pena de responder por indenizações…
Mesmo se não houvesse prejuízo de fato, a universitária teria direito a indenização. E mesmo que os colegas não tenham postado as fotos na internet, eles são responsáveis, já que tiraram as fotos e se comprometeram a cuidar delas. (Ou seja, se você tirou fotos íntimas de outra pessoa, proteja-as com sua vida.)
Inicialmente, os réus foram condenados a pagar vinte mil reais. Depois que Elisangela e Marcelo entraram com recurso, a decisão final reduziu o valor à metade: eles terão que pagar R$10.000 no total por danos morais. Segundo o juiz, isto é o bastante para “punir e reeducar os infratores, sem sacrificá-los em demasia, e compensar a vítima, sem enriquecê-la indevidamente”.
O processo de apelação cível 0004313-48.2009.8.26.0047 foi julgado pela 6ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP. [Conjur]
Foto por Andy Melton/Flickr
Posted: 02 May 2013 10:10 AM PDT
ASCII – sigla para American Standard Code for Information Interchange, ou Código Padrão Americano para Intercâmbio de Informação – é o código numérico que representa as pequenas formas no seu teclado e ele completou 50 anos neste ano. E mesmo que tenha sido superado pelo UTF-8, ainda mantém um espaço especial dentro dos nossos corações (e computadores).
Ontem nós mergulhamos na história da arte ASCII graças a Tom McCormack, do Rhizome, que nos leva desde a efêmera arte em texto da década de 1910 até as mulheres sensuais de artistas ASCII anônimos do final dos anos 1980. Quando foi publicado inicialmente em 1963, o ASCII era um padrão de códigos. Mas depois, na era da Usenet, usuários começaram a ilustrar seus posts com personagens e animais. O ASCII evoluiu para uma linguagem estilo grafite para fazer afirmações e piadas entre os primeiros usuários da Internet. De acordo com McCormack, a arte feita com textos articula o otimismo e animação dos primórdios da web:
Arte ASCII foi um prenúncio estético do que se tornaria a visão social da cultura para a web: a internet seria a cidade paradisíaca dos nossos sonhos; a aldeia global de alta tecnologia que nos foi prometida. Lar de uma força democrática natural quase inevitável, seria um lugar onde sua identidade se misturaria com a multidão, e até mesmo seria eliminada completamente; e um bonde em alta velocidade poderia transportá-lo por todos os cantos no tempo que você demora para se inscrever em um serviço de assinatura de pornografia.
Obviamente, a web não se tornou exatamente o que se planejava (nós temos nossa pornografia de graça!). O navegador web foi criado, e com ele os arquivos de imagens. A arte ASCI então foi marginalizada. Mas nem tudo estava perdido: ela deu origem a uma outra parte bem comum da nossa vida digital: emojis. Mais sobre isso no próximo capítulo da saga de McCormack.  [Rhizome]

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As primeiras imagens parecidas com emoticons, direto do começo dos anos 1980.

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“Garota Safada Gigante olhando para a parede”, outro grande hit dos anos 1980.

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Uma amostra do começo dos anos 2000 feito pelo artista Roy no estilo “newskool”, que incorpora palavras de verdade

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Uma corrente de e-mail em ASCII do começo dos anos 2000

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O Street View em ASCII de Peter Nitsch transforma o Google Street View em texto, em um projeto que vimos em 2012.
Posted: 02 May 2013 08:36 AM PDT
O Observatório Espacial Herschel foi o maior e mais poderoso telescópio infravermelho já levado ao espaço. Ele era capaz de ver partes do universo que nenhum outro telescópio poderia ver. Infelizmente, ele parou de funcionar nesta semana, quando acabou o seu hélio líquido de refrigeração, necessário para o Herschel mapear cantos ocultos do cosmos.
O Herschel foi lançado ao espaço em 2009 e, mesmo indo desta para a melhor, ele deixa para trás um importante legado: mais de 35.000 observações científicas em 25.000 horas de uso. Entre elas, estão imagens incríveis de partes do espaço profundo como a Nebulosa da Águia (imagem acima) e a galáxia de Andrômeda.
Da Agência Espacial Europeia:
As observações do Herschel superaram as expectativas, permitindo aos cientistas saber mais sobre como estrelas se formam, sobre as taxas de formação de estrelas em galáxias de todo o cosmos, e sobre a origem e a presença de água em diferentes corpos celestes.
As observações chegaram ao fim e a nave será levada para uma órbita estacionária ao redor do Sol, onde permanecerá por tempo indeterminado; mas a missão científica vai continuar por vários anos, com muitas descobertas ainda a serem feitas nas imagens e espectros coletados pelo observatório.
O telescópio espacial já tem um lugar para dormir seu sono eterno. Mas por que ele era tão importante? Com um espelho principal de 3,5m de largura – 150% maior que o conhecido telescópio Hubble – o Herschel conseguia revelar processos até então inéditos de nascimento de estrelas e formação de galáxias.
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Na verdade, o grandalhão conseguia mapear o universo em detalhes surpreendentemente específicos, e em vários comprimentos de onda – fosse infravermelho ou luz visível. Ele também conseguia ver estrelas nascidas perto da Via Láctea – como na região Cygnus X (acima).
Os dados do Herschel serão utilizados em pesquisas por muitos anos no futuro. Ele era um telescópio muito importante: Herschel se foi, mas certamente não será esquecido. [ESA via Space.com]
Posted: 02 May 2013 08:00 AM PDT
Para aqueles que não acreditam na ida do homem à Lua, ou que creem no domínio dos Illuminati, esta notícia provavelmente os deixará encantados: arqueólogos descobriram centenas de misteriosas esferas – que antes reluziam como ouro – enterradas dentro de uma pirâmide antiga na Cidade do México. E não temos absolutamente nenhuma ideia do propósito dessas esferas.
Jorge Zavala, arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História do México, descreve isto como uma “descoberta sem precedentes”: as esferas permaneceram em um dos templos mais importantes de uma antiga cidade pré-hispânica durante os últimos 1.800 anos.
Mas esta não era uma cidade comum: Teotihuacan já foi uma das maiores do mundo, ostentando mais de 100 mil moradores numa época em que a Terra só tinha em torno de 200 milhões de pessoas. E esta população relativamente grande faz com que o total abandono da cidade por “motivos misteriosos” em 700 d.C. fique ainda mais intrigante.
Além disso, parece que os Teotihuacanos sabiam muito bem que não iriam voltar. Antes de fugir da escassez de comida e/ou invasão alienígena que consumiu seus lares, as pessoas encheram os túneis de seu amado templo com tantos escombros e ruínas que cientistas precisaram de vários anos só para planejar como poderiam abrir caminho e entrar nele.

Revelando a tumba

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Após todo aquele trabalho preparatório, uma equipe de robôs sem fio trabalhou em conjunto para oferecer um vislumbre de um passado cada vez mais misterioso.
O sistema robótico, chamado Tlaloque, inclui um rover maior para levar de carona outros dois mecanismos menores, que ele conduz ao longo dos túneis em ruínas. Quando o trio chega a uma câmara, um veículo se separa e tira fotos infravermelho de todo o espaço, enquanto o seu parceiro menor voa pelo ambiente e captura tudo em vídeo.
Neste caso, foi o scanner infravermelho que encontrou as câmaras cheias de orbes – centenas de bolas com centro de argila e pintadas de amarelo.

Ouro dos tolos

A cor amarela vem da jarosita, que se forma à medida que a pirita – ou ouro dos tolos – oxida. Então, em 300 d.C., quando os teotihuacanos usavam essas bolas de várias dimensões (de 4 a 12 cm de diâmetro) nas cerimônias ou rituais deles, elas pareciam belas esferas cintilantes de ouro.
George Gowgill, professor emérito da Universidade Estadual do Arizona, explica ao Discovery News:
A pirita foi certamente usada pelos teotihuacanos e outras sociedades mesoamericanas antigas. Originalmente, as esferas tinham uma forma brilhante. Elas são realmente únicas, mas eu não tenho nenhuma ideia do que eles significam.
Nas câmaras também havia cerâmica e máscaras cobertas de cristais, e as paredes também foram pulverizadas com pirita – o que teria dado um lindo brilho dourado a tudo dentro dela. Por isso, os arqueólogos acreditam que “as pessoas de alto escalão, padres, ou até mesmo governantes desciam ao túnel para realizar rituais.”

Intenções antigas

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O que acontecia nesses rituais com esferas douradas, no entanto, ainda é um mistério. Como Zavala afirma de forma sucinta: “Ninguém pode descobrir a sua função”.
Parece inteiramente possível, porém, que elas serviam algum tipo de finalidade religiosa. Teotihuacan significa “o lugar onde os homens se tornam deuses”, e a cidade começou como um centro religioso para a região. Acredita-se que ela tinha um local dedicado ao enterro dos mortos. O povo de Teotihuacan adorava oito deuses, e era conhecido por praticar sacrifícios humanos durante a dedicação de construções – como templos gigantes. Tudo isso parece se encaixar em um ambiente reluzindo a ouro.
As respostas completas ainda podem vir, e em breve: há três câmaras que os pesquisadores (e seus amigos robôs) ainda vão explorar. E a última pode trazer uma surpresa ainda maior: suas grossas paredes foram demolidas há cerca de 1.800 anos, para que o povo de Teotihuacan pudesse depositar “algo muito importante” na parte mais segura que podiam. Esqueça as esferas douradas: parece que estamos próximos de descobrir crânios de cristal. [Instituto Nacional de Antropologia e História do México via Discovery News]
Posted: 02 May 2013 06:42 AM PDT
A chuva não é a condição meteorológica que geralmente agrada aos fotógrafos. Mas quem tira fotos maravilhosas como esta até faria a dança da chuva para obtê-las.
Klea McKenna passou muitas noites na chuva aprendendo a capturar as gotas de água do jeito certo – e sem câmera. Estes são fotogramas, criados com nada além de papel fotossensível, luz e chuva.
Em vez de uma lente focando luz em um filme ou sensor, um fotograma expõe à luz uma folha de papel fotossensível, com objetos ou materiais que bloqueiam partes do papel e, assim, criam formas e tons com base em sua transparência.
Os resultados, neste caso, são incríveis:
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McKenna não revela muito sobre seu processo, e dá para entender: se você encontrasse uma forma de congelar os elementos com tal dinamismo e beleza, você também provavelmente guardaria a magia para você mesmo. Além disso, o mistério só deixa as imagens ainda melhores, na verdade, e nos dá a chance de especular abaixo nos comentários.
Confira mais do trabalho incrível de McKenna aqui: [Klea McKenna]
Imagens: cortesia de Klea McKenna
Posted: 02 May 2013 06:11 AM PDT
Você pode fazer impressão 3D de praticamente qualquer coisa, de vestidos a um rosto humano. A impressão 3D está chegando às massas graças (em boa parte) ao MakerBot, que permite a qualquer pessoa com imaginação – e US$2.200 para um MakerBot Replicator – imprimir manifestações físicas de seus sonhos.
MakerBot foi uma das primeiras empresas a trazer ao mercado uma impressora 3D acessível em relação às opções industriais, onde a maioria custa tanto quanto um carro.
Melhor ainda, a MakerBot criou uma comunidade em torno da impressão 3D: no Thingiverse, você pode encontrar designs para todo tipo de produto imprimível, como varas de pescar ou carros de brinquedo – são 80 mil itens diferentes.
A MakerBot ajudou a transformar a impressão 3D em algo que as pessoas usam para fazer coisas incríveis na ciência, saúde, tecnologia, ou mesmo para se divertir. Nós nos encontramos na Makerbot Store com o fundador da empresa, Bre Pettis, para conversar sobre o que torna a impressão 3D tão incrível e tão pertinente.

makerbotGizmodo: Claro que impressoras 3D ficaram mais baratas, mas quando você acha que elas chegarão a um ponto em que serão suficientemente acessíveis para que todos possam ter uma em casa?
Bre Pettis: Bem, você tem um laptop? A maioria das pessoas têm. Quando elas chegaram ao ponto em que poderiam comprar um laptop? Quanto custou o seu? US$1.000. A menos que você tenha acrescentado algo, são cerca de mil dólares. Parte disso [preço alto do Makerbot] é porque… ele ainda é novo, sabe, apenas 20 mil pessoas estão no clube até agora ou pensando “oh em alguns anos eu vou precisar de um Makerbot novo”. Muitos de nossos clientes compram pela internet, então é uma experiência semelhante. Depois que você tem uma, você não consegue viver sem ela.
Gizmodo: Parece que vemos apenas um conjunto específico de pessoas se interessando em comprar um Makerbot. Você vê esta máquina como algo cada vez mais desejado por pessoas em geral?
Pettis: Por enquanto os Makerbots são usados por pessoas criativas. São pessoas que as compram de forma independente e constroem coisas bacanas, ou fazem pequenas empresas com elas. Nosso maior cliente é a NASA. Engenheiros, designers industriais, arquitetos? Quando eles veem um MakerBot e veem o que sai dele, e então descobrem o preço, eles simplesmente compram. Porque eles sabem que, se pagassem para alguém fabricar a mesma coisa, isto custaria centenas de dólares. Mas para eles mesmos fazerem, só lhe custa dólares. Então eles compram.
Na NASA, quando você precisa de um protótipo, você pode enviá-lo para ser feito por um serviço externo; se isto custar mais do que o MakerBot, eles compram um MakerBot para você. Por enquanto, ainda estamos num primeiro estágio em oferecer esta tecnologia de ponta para o consumidor, mas no mundo da indústria, as pessoas já estão lá. Eles veem o preço e sentem que precisam comprá-lo.
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Gizmodo: Então como você combate esse desafio com pessoas normais?
Pettis: Um dos nossos maiores desafios é, na verdade, a educação e conscientização. Levar as pessoas a entenderem, antes de tudo, o que é uma impressora 3D – é uma máquina que faz coisas para você – e o que ela pode fazer por você – praticamente qualquer coisa que você queira, dentro de certos parâmetros. O desafio para nós é: estamos dedicados a criar uma infraestrutura para pessoas criativas, para elas fazerem qualquer coisa. E como parte disso, temos de educar as pessoas para que saibam o que é possível.
Gizmodo: Vamos falar um pouco sobre os materiais que você usa.
Pettis: Nós temos dois materiais que usamos – ABS e PLA. O ABS é um material semelhante ao termoplástico tradicional, é o material usado nos blocos de Lego. O PLA é a nossa nova coisa favorita. Ele mostra o que você pode fazer e como ele é flexível.
Gizmodo: É muito fácil fazer impressão 3D de armas. E isso causou um pouco de controvérsia, considerando que o design de várias armas de fogo – incluindo uma AR-15 – estavam disponíveis no Thingiverse. Elas já foram banidas. Como vocês lida com a reação negativa, se houve?
Pettis: Nós nos dedicamos à criação de ferramentas para as pessoas criativas fazerem coisas surpreendentes e positivas. E nós temos condições de serviço em nosso site que proíbem armas no Thingiverse, e depois que colocamos um botão lá em cima para avisar se algo é inadequado, todas as armas foram removidas porque violavam os termos de uso. Isso é apenas algo que acontece quando você tem um website. Você tem condições de uso e precisa descobrir como lidar com isso. Há tantas coisas criativas acontecendo agora; concentrar-se nisso agora é meio chato.
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Gizmodo: Vamos falar sobre alguns dos projetos que mais empolgaram você.
Pettis: Nós temos um projeto incrível, o projeto RoboHands. São dois caras morando em lados opostos do mundo. Eles começaram e um deles queria fazer dedos artificiais para a mão dele – ele perdeu alguns dedos em um acidente. Então eles pensaram: crianças não usam próteses porque crescem muito rápido e às vezes a prótese custa US$10.000, mesmo que por apenas um dedo. Então, eles começaram a fazer substitutos – que eles chamaram de RoboHands – para crianças. Existe uma doença chamada síndrome da banda amniótica, que faz crianças nascerem sem dedos. Então a RoboHand lhes permite usar o movimento da mão para fechar os dedos robóticos. Assim, elas podem brincar de bola, fazer todo tipo de coisa bacana, como dar um aperto sua mão. Quando você vê esse tipo de coisa, bem, isso é a coisa mais poderosa do mundo.
O recurso mais empolgante acontecendo agora é o personalizador, em termos do que a comunidade está fazendo. Criamos uma ferramenta que permite às pessoas criarem ferramentas. Você pode entrar no Thingiverse e criar coisas que outras pessoas podem personalizar. Você pode criar uma pulseira e escolher o que escrever nela. Você pode colocar o seu nome, você pode torná-la um presente. Temos litofanias, e elas são muito legais: você faz o upload de uma imagem, e a transforma em algo que parece não ser nada – até que você segurá-la contra a luz e ver que há uma imagem impressa no objeto.
Gizmodo: O que torna o Makerbot importante?
Pettis: Nós estamos capacitando as pessoas para criarem suas próprias coisas. Para muitos que decidem ser designers, há desafios e dificuldades. Nosso objetivo é aproximar as pessoas de serem designers e construírem relações entre si. O personalizador permite que qualquer pessoa se torne um designer e personalize as coisas dos outros. Depois que você faz isso, ele liga um interruptor na sua cabeça que diz “se eu posso fazer aquilo, então eu posso fazer isto”. Ele dá às pessoas um primeiro passo para capacitá-las a criar coisas.
Quando começamos, éramos realmente os primeiros a lançar uma impressora 3D de baixo custo. Quando começamos, nós queríamos uma impressora 3D – só que ela custava uns US$ 100.000. Quando nós criamos o Makerbot, pensamos: “isso é legal todo mundo deveria ter um desses”. E então começamos uma empresa. Portanto, para nós trata-se de iniciar a próxima revolução industrial.
Posted: 02 May 2013 05:00 AM PDT
Os gráficos integrados da Intel já foram criticados ao longo dos anos, e no geral isto era merecido. Mas eles melhoraram bastante no Ivy Bridge, e estão prestes a receber um turboboost. Conheça o Iris, o maior salto da Intel entre uma geração e outra de gráficos integrados – e prepare-se para jogar.
O Intel Iris promete dobrar o desempenho 3D em relação ao Intel HD 4000, que acompanha os núcleos do Ivy Bridge, a geração mais recente.
Basicamente, segundo a Intel, os jogos que engasgam ou nem funcionam em PCs mais antigos (como Call of Duty e Bioshock Infinite) poderão ser aproveitados pelos futuros ultrabooks com Haswell.
O Iris virá em duas versões: o Intel Iris Graphics 5100, que você vai encontrar na série Core i7-4000U de quarta geração para ultrabooks; e o Intel Iris Pro Graphics 5200, que fará sua aparição em chips das séries H e R – que virão em laptops mais parrudos e desktops tudo-em-um, respectivamente. Assim, ultrabooks estarão mais aptos a jogos (se você estiver disposto a desativar algumas configurações mais exigentes), enquanto PCs mais potentes (e menos portáteis) vão receber um avanço ainda maior.
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A Intel diz que dobrou o desempenho em toda a linha de ultrabooks, e triplicou o poder de processamento para all-in-ones com chips R-series e memória de alta velocidade eDRAM. E, claro, tudo isso vem com suporte para coisas como OpenCL, DirectX 11.1, OpenGL 4.1, três telas simultâneas (com imagem dividida entre elas) e suporte a 4K UltraHD.
Os gráficos integrados melhoraram bastante do Core 2 Duo para o Sandy Bridge, e a evolução para o Ivy Bridge trouxe ganhos ainda maiores. Agora, com o Iris, nós veremos o maior avanço de todos entre gerações, com um aumento da ordem de 50 vezes em relação aos chips Sandy Bridge lançados há dois anos.
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E tudo isso é apenas um complemento para a maior eficiência do Haswell em consumo de energia. A nova geração promete avanços que permitiriam coisas como usar o laptop por 24 horas com uma só carga. Mas, no momento, a Intel está guardando esses detalhes sobre o processador.
Enquanto isso, estas especificações gráficas melhoradas são a cereja do bolo. Claro, gráficos integrados em um ultrabook não vão rivalizar com chips dedicados da Nvidia ou AMD, mas este é um grande avanço que, talvez, permita deixar para trás uma era de desempenho fraco de gráficos embutidos. Mal podemos esperar para ver como serão os benchmarks no mundo real quando mais pessoas tiverem acesso ao Iris – por enquanto, ele parece ser ótimo.

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