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Posted: 07 Jun 2013 03:43 PM PDT
O PRISM foi divulgado ontem e pegou o mundo de surpresa. De uma hora para outra, ficamos sabendo que o governo dos Estados Unidos espiona praticamente tudo o que fazemos na internet. E se isso já não era ruim o suficiente, grandes empresas de tecnologia forneciam nossos dados pessoais para a Agência Nacional de Segurança (NSA).
Como assim? Então Google, Facebook, Microsoft, Apple e outras simplesmente entregavam nossos dados para o governo dos Estados Unidos? Um dia depois do escândalo estourar, ao menos duas dessas empresas vieram desmentir o fato. Larry Page, do Google, e Mark Zuckerberg, do Facebook, soltaram nota oficial (Page em um post no blog do Google e Zuck em um post no Facebook) negando conhecerem a existência do PRISM. O impressionante é que ambas as declarações contam com muitas partes parecidas (a ênfase foi dada por nós para destacar as semelhanças): Zuckerberg, do Facebook: Eu quero responder pessoalmente às revoltantes notícias da imprensa sobre o PRISM.Larry Page, do Google, em carta assinada em conjunto com David Drummond, diretor jurídico da empresa: Você já deve ter ficado sabendo das reportagens na imprensa que afirmam que empresas de internet se juntaram a um programa secreto do governo dos Estados Unidos chamado PRISM para dar à NSA acesso direto aos nossos servidores. Como CEO do Google e Chief Legal Officer, queremos que vocês saibam todos os fatos.Apesar da negativa de Google e Facebook (e de todas as outras empresas), essa história ainda está muito estranha. Vemos duas possibilidades: a primeira é que o governo dos Estados Unidos realmente tinha (e tem) todos esses acessos sem que as empresas soubessem, e isso é terrível – Obama não negou nada até agora. A segunda possibilidade é que as empresas estão mentindo, e isso é péssimo da mesma forma. Ou seja, em ambos os cenários as coisas são horríveis para nós. Essa história ainda vai ser muito discutida durante um bom tempo, mas é bom lembrar: até agora as coisas estão terríveis para todos os lados – seja o governo dos Estados Unidos, ou as empresas, ou a população que está sendo vigiada. [Foto de destaque: encontro na Casa Branca, em 2011, entre Obama e CEOs de gigantes de tecnologia: Facebook, Google, Apple, Yahoo!, Twitter, Netflix e Oracle.] |
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Posted: 07 Jun 2013 03:12 PM PDT
Já vimos várias aplicações fúteis para braços robóticos: preparador de drinks, pit stop lento. Ou seja lá o que está acontecendo aqui. Mas, em meio a isso tudo, uma empresa finlandesa chamada ZenRobotics descobriu como usá-los para resolver um dos maiores problemas da reciclagem: triagem automática.
O grande problema de reciclagem – e, em particular, reciclagem em áreas de construção, que geram um terço do lixo do mundo – é que é preciso dividir o material por tipo. Agora, é um espaço para humanos trabalharem. E em locais de construção, isso é perigoso – por causa do peso, ou do tipo de material que pode ser tóxico. A ZenRobotics, que tem base em Helsinki e levantou US$ 16 milhões em investimentos no ano passado, desenvolveu um braço robótico chamado Recycler, que usa um processo chamado fusão de sensor para determinar entre materiais como pedra, madeira, e metal. A fusão de sensor é exatamente o que parece: sensores calibrados, incluindo escalas, câmeras de espectro visível, espectrômetros de proximidade infravermelho e sensores táteis, que determinam a qual parte dos materiais a peça pertence. Parece uma tarefa simples, mas em grandes locais de construção as coisas mudam um pouco. A CNN explica: Mundialmente, o setor de construção e demolição contribui com cerca de um terço de todo o lixo. Apenas nos Estados Unidos ele contribui com 325 milhões de toneladas de lixo todos os anos, e no Reino Unido produz mais 120 milhões de toneladas… O fundador da ZenRobotics, Jufo Peltomaa cite que o problema é igualmente preocupante na União Europeia: “Apenas na União Europeia existem 900 milhões de toneladas de lixo de construção e demolição. Se você converter isso para um carro de tamanho médio, a fila daria 45 voltas pelo globo.”Agora a ZenRobotics está instalando Recyclers em diversas áreas de reciclagem na Finlândia, e quem se interessar pode comprar as máquinas pela internet. Não está claro se lugares fora da Europa já mostraram interesse pelo sistema, no entanto. Confira o trailer da ZenRobotics abaixo – você não vai se arrepender. [CNN] |
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Posted: 07 Jun 2013 02:10 PM PDT
As chances de você capturar um raio com uma câmera de alta velocidade na natureza são provavelmente bem próximas a zero. Então, para melhorar bastante as chances, uma equipe de slow-motion da BBC Earth Productions visitou o Laboratório de Relâmpagos Morgan-Botti na Inglaterra, onde raios são produzidos diariamente.
O relâmpago criado por eles não riscou o céu em um arco maravilhoso como acontece normalmente, mas seu poder devastador ainda pode ser visto aqui. Especialmente quando a equipe decide mostrar como sentar embaixo de uma árvore é uma péssima ideia, e nós vemos um pobre Bonsai ser totalmente destruído por 100.000 amperes e 56.000 volts. |
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Posted: 07 Jun 2013 01:34 PM PDT
Você não se assustaria se estivesse esperando um ônibus e aí do nada aparecesse magicamente em um anúncio no ponto de ônibus? Claro que sim. Assim como as vítimas desta brilhante brincadeira de Photoshop feita pelo artista Erik Johansson e pela Adobe.
Algumas câmeras escondidas, um pouco de experiência no Photoshop, e vários passageiros inocentes de ônibus era o que a inteligente piada precisava. É divertidíssima. O vídeo foi gravado na Suécia, mas a Adobe vai fazer em outras cidades também, e você poderá assistir online. Preste bastante atenção na próxima vez que estiver esperando um ônibus – você pode ser a próxima vítima. [Hypervocalvia @Digg] |
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Posted: 07 Jun 2013 01:07 PM PDT
Das sete maravilhas originais do mundo antigo, apenas uma ainda existe hoje: as maravilhosas grandes pirâmides de Giza. Mas existem outras estruturas antigas que também merecem a nossa atenção, de uma igreja de 2 mil anos de idade a um templo budista de 1000 anos feito de madeira. Ainda mais impressionante? Todas estas construções ainda estão em uso. Veja 17 destes tributos à engenharia humana abaixo:
A Basílica de Santa Sofia (também conhecida como Hagia Sophia) em Instambul, na Turquia, foi igreja, mosteiro e museu desde que foi finalizada no ano 537.Foto: Scott Barbout/Getty Images O Panteão, em Roma, foi construído como um templo por Adriano em 117 d.C., e se manteve em uso contínuo ao longo da história. É uma das construções mais bem preservadas de Roma, e agora funciona como um museu e uma igreja católica.Foto: Dark Rome Tours & Walks A Igreja de Santa Sabina em Roma, construída em 422, não foi modificada desde então, e ainda é usada pela Igreja Católica.Foto: Agniulka/Wikimedia Commons O Mausoléu de Adriano, em Roma, normalmente conhecido como Castelo de Santo Ângelo, foi finalizado no ano de 139 e convertido em um forte por volta de 400. Ainda é um forte (e um museu) hoje em dia.Foto: davidpc_ O Coliseu antigamente recebia 50 mil romanos para testemunharem o sangue e a violência dos lendários gladiadores. Por causa do seu estado arruinado, hoje ele recebe apenas algumas centenas de pessoas em alguns assentos plásticos temporários para eventos culturais caríssimos. Grandes concertos e eventos católicos são feitos na parte de fora, usando o Coliseu como imagem de fundo.Foto: Franco Origlia/Getty Images O Teatro de Marcelo já foi o maior teatro a céu aberto de Roma – construído nos primeiros anos da República. A construção já passou por grandes modificações ao longo da sua história. Hoje em dia, a parte superior serve como apartamento.Foto: Mark Turner A Ponte Fabricio, em Roma, foi construída em 62 a.C. A ponta permanece praticamente sem modificação, e ainda é atravessada por milhares de romanos hoje em dia.Foto: Tomaž Štolfa Esta é a Ponte da Caravana sobre o rio Meles em Izmir, na Turquia. Ela foi construída por volta de 850 a.C., o que faz com que ela tenha atualmente mais de 2.860 anos de idade – o que a qualifica como a ponte em funcionamento mais velha do mundo.
Foto: Murat AY/Panoramio
Da mesma forma, a Basília da Natividade, em Belém, na Cisjordânia, construída em 565, é uma das igrejas mais velhas do mundo – hoje em dia, ela ainda está em atividade.Foto: Nadav Neuhaus/Getty Images O Pântano de Proserpina (Mérida, Espanha) data do primeiro ou segundo século depois de Cristo, e alimentou o aqueduto romano levando água para cidades próximas. Esta antiga barragem ainda é usada por agricultores locais para irrigar as lavouras.Foto: JMN/Cover/Getty Images Muitos dos templos com mais de mil anos de idade em Angkor, no Camboja, ainda têm serviços religiosos.Foto: Attila Nagy/Gizmodo O Templo Nanchan é um templo budista próximo à cidade de Doucun em Wutaishan, na província Shanxi, na China. Foi construído em 782, e o Hall do Grande Buda é a construção em madeira mais antiga e preservada da China.Foto: Zeus1234/Wikimedia Commons A Basílica de Constantino, em Trier, na Alemanha, é um palácio e basílica romana que foi construída no começo do século IV. Hoje em dia é usada como congregação pela Igreja Evangélica na Renânia.Foto: Berthold Werner/Wikimedia Commons O Acoma Pueblo, também conhecido como “Cidade do Céu”, é uma aldeia nativa americana localizada a oeste de Albuquerque, no Novo México. As tradições tribais de Acoma estimam que eles vivem naquela vila há mais de dois mil anos.Foto: tunnelarmr A Mesquita de Uqba (ano 670) também conhecida como a Grande Mesquita de Kaurouan, na Tunísia, é uma das mesquitas mais antigas do mundo.Foto: Andrew Watson O Stonehenge ainda é um lugar com significado religioso para algumas culturas.Photo: Matt Cardy/Getty Images A Torre de Hercules é um farol romano antigo próximo a Coruña, na Galícia, na Espanha. A estrutura tem quase 1.900 anos de idade e ainda é usada atualmente.Foto: Alfonso Maseda A lista não está completa, e certamente esquecemos de algumas construções importantes. Se lembrar de alguma, poste nos comentários! |
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Posted: 07 Jun 2013 11:50 AM PDT
A Microsoft está dedicada em fazer vingar os tablets pequenos – e mais baratos – com Windows 8. Para ficarem mais atraentes em relação a opções com iOS ou Android, eles virão com uma cópia gratuita do Office.
Trata-se da versão Home and Student 2013, que inclui uma licença do Word, Excel, PowerPoint e OneNote para ser usada apenas no PC que você adquirir. No seu blog oficial, a Microsoft cita especificamente o caso do Acer Iconia W3 de oito polegadas, e diz que o benefício será estendido a todos os “tablets x86 com tela pequena”. Isso bate com rumores que ouvimos antes. Segundo o WSJ, fabricantes pagam apenas US$ 30 pelo combo Windows + Office se o colocarem em tablets ou laptops com touchscreen pequena. (O valor normal seria de US$ 120.) Tami Reller, chefe de marketing e finanças do Windows, diz que os tablets mais baratos com 7″ ou 8″ devem custar cerca de US$ 300 nos EUA – em linha com o preço do iPad Mini, por exemplo. A Microsoft também prepara a atualização 8.1, que deve tornar o Windows mais adequado para telas menores. Isso deve trazer ao mercado mais PCs pequenos e baratos. Mas se o grande diferencial estará no preço, o que vai impedir as fabricantes de nivelarem estes laptops por baixo, colocando hardware inferior mas contando com o apelo do Windows com Office? Esta poderia ser a volta do netbook, desta vez com touchscreen e sem teclado – vamos ver se (e como) a Microsoft e suas parceiras vão evitar isso. Por sua vez, o Windows RT – cuja adoção ainda está aquém do esperado – também receberá uma novidade: o Outlook virá de graça junto ao Windows 8.1, que deve chegar até o final do ano. Tablets com Windows RT de qualquer tamanho recebem o Word, Excel, PowerPoint e OneNote de graça, porém sem algumas funções mais avançadas (como macros). Estes dispositivos usam processadores ARM, como Tegra e Snapdragon, e não rodam programas de desktop (exceto os embutidos). [Blogging Windows via Office News via The Verge] |
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Posted: 07 Jun 2013 11:34 AM PDT
O Kindle foi lançado no fim do ano passado no Brasil, mas a sua disponibilidade era bem limitada: apenas a loja virtual do Ponto Frio e as lojas físicas da Livraria da Vila tinham o leitor em seu estoque. Mas agora ele está chegando também à loja virtual do Extra.
E, pelos próximos dias, o modelo básico do Kindle sairá bastante em conta. Até 12 de junho, dia dos namorados, o Kindle 4 sai por R$ 199 – normalmente, ele custa R$ 299 e, lá fora, sai por US$ 90. Já o Kindle Paperwhite, que chegou por aqui em março continua custando os mesmos R$ 479 pela versão Wi-Fi, ou R$ 699 pela versão 3g – e ele é excelente, como falamos no nosso review. A briga dos e-readers começa a ganhar espaço no Brasil – o concorrente do Kindle, o Kobo, lançado pela Livraria Cultura, custa a partir de R$ 289, e a versão Aura HD, que será lançada em julho, custará R$ 599. As opções ainda são poucas, mas promoções como esta do Kindle e a chegada de novos modelos do Kobo mostram que as empresas estão vendo o potencial do mercado brasileiro para os dispositivos. [Valeu pela dica, Paulo!] |
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Posted: 07 Jun 2013 10:25 AM PDT
Na noite de ontem, o Washington Post e o Guardian soltaram dois artigos bombásticos. O assunto foi o PRISM, uma colaboração secreta entre a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), FBI e quase todas as empresas de tecnologia que você confia diariamente. O PRISM forneceu ao governo dos Estados Unidos acesso sem precedentes às suas informações pessoais há pelo menos seis anos. Mas o que é isso, exatamente?
PRISM é um programa secreto governamental…Por mais que PRISM pareça mais um tipo de antagonista dos quadrinhos para o S.H.I.E.L.D., é na verdade uma sigla para um programa real do governo dos Estados Unidos. De acordo com documentos vazados, ele entrou em ação em 2007, e só ganhou força desde então. Sua proposta é monitorar potenciais comunicações estrangeiras valiosas que podem passar pelos servidores dos Estados Unidos, mas parece que na prática seu alcance é bem maior.Informações do PRISM, segundo o Post, são responsáveis por quase 1 em cada 7 relatórios de inteligência. Isso é impressionante. …que dá à NSA acesso sem precedentes aos servidores de grandes empresas de tecnologia…Microsoft. Yahoo. Google. Facebook. PalTalk. AOL. Skype. YouTube. Apple. Se você interagiu com qualquer uma destas empresas nos últimos seis anos, a informação é vulnerável nos termos do PRISM. Mas como?Os relatos iniciais da noite passada sugeriam que o processo funcionava da seguinte maneira: as empresas anteriormente mencionadas (e talvez até outras) recebiam uma diretiva do procurador geral e do diretor de inteligência nacional. Elas davam acesso aos seus servidores – e aos extremamente ricos dados e comunicações que passam por eles todos os dias – para a Unidade de Tecnologia de Interceptação de Dados do FBI, que, por sua vez, retransmitia para a NSA. E aí as coisas ficavam interessantes. …para que a agência pudesse espionar cidadãos dos EUA sem que eles soubessem…Parece impossível que a NSA, uma agência que por lei só é permitida a monitorar comunicações externas, tivesse tanto acesso à informações domésticas. E mais!Ainda existem, como você deve imaginar, filtros para ajudar a lidar com a quantidade de dados recebidos diariamente, os trilhões de bits e bites que fazem sua identidade e vida online. Alguma coisa para garantir que apenas os caras maus estão sendo vigiados, e não os cidadãos honestos. Existe sim um filtro, e é ridículo: um analista da NSA precisa ter 51% de certeza de que um assunto é “externo”. Depois disso, carta branca. É isso. É o único filtro. E é ineficiente: os slides de PowerPoint publicados pelo Post reconhecem que cidadãos domésticos são pegos na web, mas “não há nada para se preocupar”. …com granularidade aterrorizante…Há sim algo com o que se preocupar.O que é mais preocupante sobre o PRISM não é a coleta de dados. É o tipo de dado coletado. De acordo com o artigo do Washington Post, isso inclui: “…conversas por vídeo e áudio, fotografias, e-mails, documentos, e logs de conexão… [Skype] pode ser monitorado por áudio quando um dos lados da conversa é em um telefone convencional, e para qualquer combinação de “áudio, vídeo, chat, e transferência de arquivos” quando os usuários do Skype se conectam por um computador. As ofertas do Google incluem Gmail, chats de voz e vídeo, arquivos do Google Drive, biblioteca de fotos, e vigilância de termos de busca em tempo real.”Conseguiu pegar tudo? Profundidade similar de acesso também se aplica ao Facebook, Microsoft e ao resto. Para ser claro: isso cobra praticamente qualquer coisa que você já tenha feito online, e ainda inclui pesquisas no Google enquanto você está digitando. …o que é diferente e muito mais agressivo do que o escândalo da Verizon…A notícia sobre o PRISM surgiu após um artigo separado, sobre a NSA ter acesso a registros de conversas de consumidores da Verizon – e, segundo a NBC, de todas as outras operadoras também. E, surpreendentemente, este é um programa completamente diferente! E o PRISM faz o escândalo da Verizon parecer algo pequeno.Quando a NSA monitora registros de telefone, ela só coleta os metadados deles. Isso inclui quem e para quem a chamada foi feita, de onde elas foram feitas, e outras informações gerais. É importante entender que, até onde sabemos, o conteúdo das conversas não era monitorado. Em contraste, o PRISM aparentemente permite acesso total não apenas ao fato de que um email foi enviado – ele também dá acesso ao conteúdo de emails e chats. De acordo com a fonte do Washington Post, eles podem “literalmente vigiá-lo enquanto você digita.” Eles podem estar fazendo isso agora mesmo. …e tem cooperação total (mas contestada) de gigantes da tecnologia…O primeiro parceiro corporativo do PRISM foi, supostamente, a Microsoft, que, de acordo com o Post e o Guardian, embarcou no projeto em 2007. Outras empresas se juntaram aos poucos, com a Apple sendo a mais recente delas. O Twitter, aparentemente, não colabora.Mas por que essas empresas concordam com isso? Na maior parte das vezes porque elas não têm escolha. Não entregar dados de servidores deixam elas sujeitas a uma ação do governo, que pode ser extremamente prejudicial em formas menos quantificáveis — em outras palavras, elas perderiam pontos com o governo, podendo pagar o preço com regulamentações mais profundas sobre seus serviços. Além disso, elas recebem compensação para seus serviços; não estão fazendo por caridade. Elas são incentivadas a participar. Eis onde as coisas ficam um pouco mais complicadas. Apple, Microsoft, Yahoo e Google têm negado veementemente qualquer envolvimento no PRISM. E essas negações não são apenas partes de estratégias de relações públicas. …e, surpreendentemente, isso é totalmente legal.O que é mais assustador sobre o PRISM é que não há nada tecnicamente ilegal sobre ele. O governo tem autoridade para isso há anos, e não há nenhum sinal de que perderá em breve.Um pouco de história pode ajudar a contextualizar. Em 2007, a pressão pública forçou a administração Bush a abandonar o programa de vigilância sem mandado que tinha iniciado em 2001. Bem, abandonar pode ser uma palavra forte. O que o governo realmente fez foi encontrar um novo lar para ele. O Ato de Proteção da América de 2007 tornou possível que alvos pudessem ser eletronicamente vigiados sem mandado caso fosse “razoavelmente acreditável” que eram externos. Eis onde os 51% entram. Ele foi seguido pelas emendas da FISA de 2008, que imunizou empresas de danos legais por colaborar ao entregar informações para o governo. E é aí que o PRISM ganhou suporte legal. Tudo isso serve para dizer que o PRISM é uma terrível violação de direitos, mas é algo que não vai desaparecer tão cedo. O governo até agora não se mostra arrependido. E porque estaria? É bem fácil seguir a lei quando é você que escreve ela. Slides de PowerPoint via Washington Post |
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Posted: 07 Jun 2013 09:55 AM PDT
Coletes salva-vidas, armas Nerf de brinquedo, sapatos ortopédicos: estas coisas deixam a vida melhor, e todas dependem de um sistema com propriedades mágicas, que usa ganchos e laços para fixação.
Você deve conhecê-lo pela sua marca mais onipresente, Velcro®. Na verdade, chamar algo de “velcro” é se referir a um produto muito específico, criado há exatamente 65 anos pelo engenheiro Georges de Mestral – e sua ideia revolucionária, é claro, foi um acidente. A jornada do velcro começa na Suíça em 1941, quando de Mestral saiu em uma viagem de caça com seu cão, e os dois ficaram cobertos de sementes de bardana, que causam irritação. Isto deve ter sido algo frustrante: imagine tirar as sementes grudentas, uma a uma, de você e do seu cão. Mas, em vez de se irritar, de Mestral canalizou sua energia em usá-las para o bem. Por mais simples que o velcro possa parecer, foram necessários sete anos de pesquisa até que de Mestral criasse, em 1948, sua obra-prima: duas tiras de tecido, uma com milhares de ganchos minúsculos, e outra com a mesma quantidade de laços igualmente pequenos. Para ele, a textura do tecido (feito de nylon) parecia veludo. E em francês, gancho é “crochet”. Combinando as duas palavras – veludo e crochet – de Mestral chamou sua invenção de velcro (que não se refere a produtos em geral, e sim à marca VELCRO®, como o site da empresa se apressa em apontar). Inicialmente vendido como uma solução genérica para fixação, o produto só decolou depois que a NASA o utilizou em 1967 na missão Apollo 1, como uma maneira conveniente de manter os objetos dos astronautas à mão – basta colá-los nas paredes da nave. Talvez seu uso mais famoso, no entanto, tenha sido o relógio de pulso para astronautas. A popularidade do Velcro se manteve: nas décadas seguintes, o sistema de gancho e laço chegou a relógios de pulso, tênis, hospitais, carteiras pouco atraentes e outros. Então da próxima vez que você prender algo usando um produto genuíno VELCRO®, agradeça a um suíço e seu cão, que ficaram cobertos em pequenas sementes dolorosas, tudo para tornar sua vida um pouco melhor. [About.com, Velcro.com] Imagem: Shutterstock/Juerg Schreiter |
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Posted: 07 Jun 2013 09:10 AM PDT
Nos últimos tempos, o Google se tornou obcecado com design. Até 2011, antes de Larry Page assumir o cargo de CEO, seus produtos não traziam um visual particularmente refinado ou agradável. Isso mudou bastante de lá para cá, e as Diretrizes para Elementos Visuais são a consolidação desse trabalho.
O brasileiro Roger Oddone, designer sênior no Google, publicou dois documentos que compõem um “conjunto sólido, porém flexível, de diretrizes” para logos, ícones de interface e mais. Desde janeiro do ano passado, a equipe de designers reúne os esforços da empresa em manter a coerência entre todos os seus elementos visuais. Na primeira parte, vemos como o Google cria seus ícones de produto. Eles precisam ser “simples, modernos, amigáveis e às vezes não-convencionais”. Eles devem ser minimalistas, porém exagerados, de forma a funcionarem bem em tamanhos menores. Como exemplo, temos este alfinete em um mapa, que indica localização. O Google também recomenda adotar formas geométricas, e fugir de abusos com sombras, reflexos e ícones 3D. Basicamente, é algo que se aproxima bastante do flat design, uma tendência que procura simplificar os elementos de interfaces. Isso também se reflete no o uso limitado de cores: só é permitido usar tons predeterminados de vermelho, amarelo, verde e azul – as cores do Google - mais preto, branco e tons de cinza. E é preciso usar cores sólidas, evitando gradientes. Os ícones de interface – que você clica ou toca para realizar ações – também seguem essas regras, detalhadas na segunda parte. Preza-se pelo minimalismo, formas geométricas e bom funcionamento mesmo em tamanhos menores. O uso de cores é ainda mais restrito: admite-se apenas preto e alguns tons de cinza. Estas regras também valem nos logos. Também há certas regras para posicionar o ícone do produto, sobre qual fonte usar, e qual deve ser seu alinhamento. Esta preocupação milimétrica do Google é mais outro sinal de que a empresa tem uma obsessão saudável por design. Você pode conferir o guia completo, disponível no Behance, nos links a seguir: [Diretrizes: Parte 1 | Parte 2 via Fast Company] |
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Posted: 07 Jun 2013 07:20 AM PDT
Nesta semana, uma série de fotos vazadas mostraram o que deve ser o Lumia EOS, novo Windows Phone da Nokia com câmera de 41 megapixels. Agora, um vídeo da mesma fonte mostra o aparelho em ação – e ele tem algo raro em câmeras de celular.
Publicado pelo Vizileaks, o vídeo mostra de perto a lente adquirindo foco, e o obturador abrindo e fechando. Nem mesmo o Nokia 808 – que possui tecnologia semelhante – tem obturador. O vídeo não mostra, mas a câmera possui um flash duplo, possivelmente uma combinação de Xenon e LED. Uma coisa é certa: com certeza a câmera acrescenta volume, preenchendo uma boa parte da traseira, e o deixa mais grosso na parte superior, como é possível ver nas fotos abaixo vazadas pelo GSM Arena. Ainda assim, se for real, talvez as fotos tiradas com o aparelho realmente valham a pena. [Vizileaks via The Verge; GSM Arena via CNET] |
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Posted: 07 Jun 2013 06:18 AM PDT
Mais um escândalo envolvendo privacidade e governo eclodiu nos EUA, envolvendo espionagem de registros telefônicos e uso de internet. Mas poucos notaram que essa descoberta surgiu no Brasil.
Glenn Greenwald, um ex-advogado americano que se aventurou no jornalismo, trabalha para o jornal britânico Guardian, mas mora no Rio de Janeiro com seu parceiro. Trabalhando fora dos EUA e protegendo seu computador com programas de chat e e-mail dotados de criptografia, Greenwald revelou que o governo americano obteve acesso aos registros telefônicos de milhões de pessoas, mesmo que não fossem suspeitas. E isso é apenas a ponta do iceberg: no Guardian, ele também mostra que serviços de internet – e o conteúdo privado que eles armazenam – também estão sendo acessados. Um PowerPoint de 41 slides, ao qual Guardian e Washington Post tiveram acesso, detalha como o FBI e a NSA (Agência de Segurança Nacional) se uniram para obter acesso aos servidores de nove grandes empresas de tecnologia nos EUA: Microsoft, Google, Facebook, Apple e outras. Neste programa secreto, chamado PRISM, as agências extraem e-mails, fotos, áudio, vídeo, documentos e registros de conexão. Ou seja, eles teriam acesso livre para pegar o que quiserem. Eles estariam fazendo isso desde 2007 – e é tudo completamente permitido por lei. O governo americano confirmou que o PRISM realmente existe. James Clapper, o diretor nacional de inteligência, diz que isto faz parte da Seção 702 da FISA (Lei para Vigilância de Inteligência Estrangeira). Qual o objetivo desse programa? Segundo Clapper, é espionar os estrangeiros fora dos EUA: A Seção 702 é uma disposição da FISA feita para facilitar a aquisição de informações de inteligência estrangeira, relativas a pessoas não-americanas fora dos EUA. (…) A informação recolhida no âmbito deste programa está entre as informações de inteligência estrangeira mais importantes e valioso que nós coletamos, e é usada para proteger nossa nação de uma ampla variedade de ameaças.As empresas que estão ao alcance de PRISM são, basicamente, qualquer serviço que você usaria na Internet: Microsoft, Yahoo, Google, Facebook, AOL, Skype, YouTube, PalTalk e Apple. (O PalTalk vem sendo usado para comunicações na guerra civil da Síria.) Como o PRISM funciona? Segundo o Washington Post, os analistas primeiro inserem “seletores” (termos de pesquisa) no sistema, feitos para detectar se uma pessoa é estrangeira com nível de confiança de pelo menos 51%. Depois eles podem começar a recolher dados. E parece que o PRISM consegue levantar qualquer tipo de dado. Ele poderia, basicamente, acompanhar todos os seus movimentos na Internet. No Facebook, ele obtém acesso completo às “extensas capacidades de pesquisa e de vigilância” da rede social. No Skype, o PRISM pode obter “áudio, vídeo, chat e transferência de arquivos”. No Google, ele pode espionar o “Gmail, chat em voz e vídeo, arquivos do Google Drive, bibliotecas de fotos e vigilância ao vivo de termos de pesquisa”. Quer dizer, eles poderiam ver sua atividade na web enquanto você digita. Segundo o Guardian, esse programa do governo funciona com a ajuda das empresas. A Microsoft teria sido a primeira a participar, em 2007. O Yahoo aderiu em 2008. Google, Facebook e PalTalk, em 2009. O YouTube entrou em 2010, e Skype e AOL em 2011. A Apple fechou o grupo de nove empresas em 2012. O Dropbox seria incluído “em breve”. O Twitter é uma ausência notável, mas as outras empresas representam praticamente toda a Internet, envolvendo pesquisa, e-mail, vídeo e qualquer tipo de comunicação. No entanto, elas negam qualquer envolvimento no programa:
Enquanto isso, descobriu-se que a NSA mantém registros telefônicos de toda ligação feita nos EUA desde a aprovação da lei Patriot Act, em 2001. Isso envolveria todas as operadoras – não apenas a Verizon, cuja participação foi revelada ontem. Este é o maior escândalo sobre privacidade no governo Obama. Vejamos como o caso se desenrola nos próximos dias – e quais mudanças estes vazamentos vão provocar. Em notícias relacionadas, o livro “1984″, de George Orwell, completará amanhã 69 anos de seu lançamento. [The Guardian, Washington Post, New York Times] |
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